Quem hoje pretende alugar um apartamento ou vender uma casa não pode prescindir de um documento: o certificado energético. No entanto, as disposições legais da Lei da Energia dos Edifícios (GEG) são rigorosas. Neste guia, irá descobrir quais são as classes energéticas existentes, que tipo de certificado é obrigatório e como evitar multas.
Por que razão o certificado energético é tão importante?
O certificado energético promove a transparência no mercado imobiliário. Permite aos compradores e inquilinos comparar objetivamente os futuros custos energéticos de um imóvel. Para os proprietários, é uma obrigação legal em caso de venda ou novo arrendamento.
Quando é que o certificado energético é, na verdade, obrigatório?
Resumindo: se pretende construir, vender ou arrendar um imóvel, não pode prescindir do certificado energético. Esta regulamentação não é nova, mas sim uma parte integrante da vida dos proprietários imobiliários desde 2009.
Enquanto anteriormente a Regulamentação de Poupança de Energia (EnEV) era a referência, desde 2020 que a Lei da Energia dos Edifícios (GEG) constitui a base jurídica determinante. Caso se pergunte quem assume os custos: os custos de emissão do documento são, em princípio, suportados pelo atual proprietário.
As classes energéticas de A+ a H num relance
As classes de eficiência energética indicam o consumo ou a necessidade de energia final em quilowatts-hora por metro quadrado e ano (kWh/m²a).
| Classe energética | Valor de referência (kWh/m²a) | Padrão do edifício |
|---|---|---|
| A+ / A | < 30 a 50 | Casa passiva, Casa de eficiência KfW (nova construção) |
| B / C | 50 a 100 | Padrão de construção nova ou edifício antigo bem reabilitado |
| D / E | 100 a 160 | Edifícios existentes médios, parcialmente renovados |
| F / G | 160 a 250 | Necessita de modernização energética |
| H | > 250 | Grande necessidade de reabilitação (não reabilitado) |
Certificado de necessidades energéticas ou certificado de consumo: qual precisa?
Existe frequentemente alguma confusão sobre qual é a variante correta. A lei faz aqui uma distinção clara:
1. O certificado de consumo
É a variante mais económica e baseia-se nos dados reais de consumo dos últimos três anos.
- Admissível para: edifícios com pelo menos 5 apartamentos ou casas que cumpram o Regulamento de Isolamento Térmico de 1977.
2. O certificado de necessidades
Aqui, a necessidade energética teórica é determinada por um parecer técnico (estrutura do edifício, sistema de aquecimento, isolamento).
- Obrigatório para: edifícios antigos não reabilitados com menos de 5 unidades habitacionais, construídos antes de 1977.
- Vantagem: é independente do comportamento do utilizador e identifica com maior precisão o potencial de reabilitação.
Obrigações para vendedores e senhorios
Se anunciar um imóvel, de acordo com a GEG, as seguintes informações já devem constar no anúncio imobiliário:
- O tipo de certificado energético (necessidade ou consumo).
- O valor de energia final do edifício.
- As principais fontes de energia (por exemplo, gás, óleo, bomba de calor).
- O ano de construção do edifício.
- A classe de eficiência energética (para certificados a partir de 2014).
Importante: O certificado energético deve ser apresentado espontaneamente, o mais tardar durante a visita, e entregue após a celebração do contrato.
Custos e validade
Um certificado energético tem, normalmente, uma validade de 10 anos. Os custos variam bastante: enquanto um certificado de consumo online custa frequentemente menos de 100 euros, um certificado de necessidades detalhado pode custar várias centenas de euros.
Emitir um certificado energético online
Sim, tanto o certificado de consumo como o certificado de necessidades podem ser criados online.
1. Certificado de consumo (simples)
- Pode ser feito totalmente online
- Introdução dos custos de aquecimento dos últimos 3 anos
- Emissão rápida (frequentemente no prazo de 24 horas)
- Custos: aprox. 60-100 €
Condição prévia: o edifício cumpre determinados critérios (por exemplo, ≥5 unidades habitacionais ou ano de construção posterior a 1977)
2. Certificado de necessidades energéticas (mais complexo)
- Solicitação online
- São necessárias informações detalhadas sobre o edifício (isolamento, aquecimento, etc.)
- Cálculo efetuado por especialistas
- Custos: aprox. 100-200 €
Obrigatório: Frequente em edifícios mais antigos com menos de 5 unidades habitacionais
Notas importantes
- Ambos os certificados são legalmente válidos (segundo a GEG), se forem emitidos corretamente
- A verificação é realizada por especialistas qualificados
- Validade: 10 anos
Resumo
- Possível online
- Certificado de consumo: rápido e económico
- Certificado de necessidades: mais preciso e, em alguns casos, obrigatório