Eficiência energética em imóveis: Por que é crucial para a venda e o arrendamento

Eficiência energética em imóveis: Por que é crucial para a venda e o arrendamento

Quem deseja vender ou arrendar um imóvel hoje em dia percebe rapidamente: os tempos em que apenas a localização, a área em metros quadrados e a distribuição das divisões contavam já lá vão. Um fator tornou-se discretamente o critério de exclusão absoluto no mercado imobiliário: a eficiência energética.

Mas por que é que um edifício energeticamente eficiente é subitamente tão importante para o sucesso no mercado? E que obrigações legais devem os proprietários cumprir? Neste artigo, descobrirá por que a eficiência energética é a sua maior alavanca para uma venda bem-sucedida ou um arrendamento rápido.

Obrigação legal: Sem certificado energético não é possível

Quem anuncia, vende ou arrenda um imóvel na Alemanha não pode escapar dele: o certificado energético. É exigido por lei (de acordo com a Lei de Energia em Edifícios, GEG) e deve ser apresentado aos potenciais compradores ou inquilinos, sem necessidade de solicitação, o mais tardar durante a visita.

Já no anúncio do imóvel, devem ser mencionados dados fundamentais importantes:

Atenção às multas: Quem se esquece de incluir os dados no anúncio ou não apresenta o certificado a tempo arrisca multas pesadas de até 10.000 euros.

O fator de venda: Maior valor e transação mais rápida

A classe de eficiência energética de um imóvel tem influência direta no seu valor de mercado. Casas com as classes A+ a C podem ser vendidas significativamente mais caro do que os chamados "casos de reabilitação" com as classes F a H.

Por que os compradores procuram especificamente a eficiência energética:

Para si, como vendedor, uma boa eficiência energética significa: menos margem de negociação para o comprador, um preço de venda mais elevado e uma transação mais rápida.

O fator de arrendamento: Custos fixos baixos como íman

Para os inquilinos, a renda base há muito que deixou de ser o único critério. Devido à forte oscilação dos preços da energia, a renda com despesas (a chamada "segunda renda") passou a ser o foco.

Vantagens para os senhorios com alta eficiência energética:

O investimento em eficiência energética compensa

Quer seja para venda ou arrendamento: a eficiência energética de um edifício já não é apenas um "tema ecológico", mas um fator económico rigoroso.

Se é proprietário de um imóvel mais antigo, pode valer a pena realizar modernizações energéticas específicas (como a substituição de um sistema de aquecimento antigo ou o isolamento do sótão) antes da venda ou de um novo arrendamento. Muitas vezes, recupera facilmente os custos de investimento através de um preço de venda ou renda mais elevado.

 

A diferença entre a melhor classe (A) e a pior classe (H) é enorme. Um edifício de classe H consome, em média, cinco a oito vezes mais energia do que um edifício de classe A.

Aqui está um cálculo de exemplo concreto para uma moradia unifamiliar média com 140 m² de área útil (baseado em custos médios de energia de aprox. 15 a 20 cêntimos por kWh para gás/aquecimento):

Classe energética Consumo por m² / ano Consumo total (140 m²) Custos de aquecimento estimados / ano
Classe A (Padrão superior / Construção nova) aprox. 30 - 50 kWh aprox. 5.600 kWh aprox. 980 €
Classe H (Edifício antigo não reabilitado) mais de 250 kWh aprox. 35.000 kWh aprox. 6.100 € e mais

O potencial de poupança num relance:

Uma má classe de eficiência energética (como F, G ou H) é hoje um dos argumentos mais fortes para negociações de preço na compra de imóveis. Os compradores utilizam o estado do imóvel especificamente para pressionar massivamente o preço de oferta.

Por que a classe energética baixa o preço:

Quanto desconto é realista?

Dependendo da região e da situação do mercado, as classes energéticas F a H levam a descontos de preço percetíveis em comparação com imóveis energeticamente reabilitados:

Situação do mercado / Região Desconto típico de preço na classe F-H
Localizações A (Grandes cidades cobiçadas) aprox. 5% a 15% (a localização compensa muito, mas imóveis reabilitados vendem-se melhor)
Localizações B e C (Áreas rurais / Periferia) 20% a 35% (aqui, casas não renovadas podem tornar-se difíceis de vender)

 

Para vendedores: Quem não reabilita antes da venda deve definir o preço de forma realista desde o início, para evitar negociações prolongadas ou uma perda de imagem do imóvel.

Para compradores: O certificado energético é o guia perfeito para a visita. Em caso de dúvida, solicite adicionalmente um consultor energético para determinar os custos exatos de reabilitação e utilizá-los como base de negociação precisa.